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Publicado em 22/05/2018 às 13:27:31

Casa Museu Erico Verissimo conta com objetos pessoais do escritor

Memorial atende de segunda a sexta-feira

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Já na entrada de Cruz Alta, há uma placa que dá as boas-vindas aos que chegam à terra de Erico Verissimo (1905-1975). Na praça que leva seu nome, em frente à Catedral, foi instalada em abril deste ano uma estátua em tamanho real do escritor. Para saber mais sobre o autor os visitantes podem ir à Casa Museu Erico Verissimo, inaugurada em 1969.

"O prédio que abriga o museu foi construído em 1883. Foi onde o escritor nasceu. Acabou sendo vendido quando a família se separou. Por isso não existem os móveis dentro", conta o historiador e coordenador do Museu, Rossano Cavalari. Aberto de segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e das 13h30 às 17h30, também atende grupos em outros horários mediante prévio agendamento.

Os cruz-altenses também prestigiam o local, como é o caso dos alunos do 5º ano 1, da escola Annes Dias. Com 10 anos, Victor Antonio Funck Dias já visitou o museu duas vezes. Para ele, a melhor história de Erico Verissimo é As Aventuras do Avião Vermelho. "O que eu mais gosto no museu é aquela escultura do avião vermelho e a maquete de Santa Fé", diz. Já Vitória Lima Silva, de 11 anos, afirma que gosta de ir ao museu porque acha bonito ver as fotos e as histórias do escritor. "É muito legal", finaliza.

Monitora da Casa Museu há 18 anos, Emilia do Nascimento, comenta que várias crianças visitam com a escola, e depois voltam ao lugar levando seus familiares. "É bom poder passar alguma coisa para a juventude e o Erico tem uma biografia muito interessante, que incentiva os visitadores, porque ele tinha um sonho e correu atrás dele apesar de todas as dificuldades", afirma.

            Acervo do museu

O espaço reúne documentos, fotografias, e objetos pessoais, como óculos, carteiras e cadernos. "São todos fruto de uma doação do escritor, realizada ao município no período de inauguração do museu, em 1969. Portanto são coisas bem particulares", relata Cavalari. Livros também podem ser encontrados, inclusive as traduções de obras do autor, que circularam em vários países do mundo, já que ele foi um dos escritores mais traduzidos fora do Brasil, juntamente com Jorge Amado, naquele período histórico.

A maior raridade da Casa Museu Erico Verissimo, para o coordenador, são os originais de O Tempo e o Vento escritos em cadernos. "É a primeira explosão de ideia sobre essa obra que ele registou a mão, com desenhos e escritas, sobre o que ele queria dizer para concluir esse trabalho", comenta. Outra preciosidade do local é a Continental, primeira máquina de escrever do Erico Verissimo, de 1931.

Erico Verissimo costumava desenhar as cidades para aprimorar o seu conteúdo e seguir os passos através da escrita. O museu expõe o mapa de Santa Fé, desenhado pelo próprio autor e esboços de capas de livros e outros países imaginários, como a República de Sacramento do livro O Senhor Embaixador. Além disso, há também a reprodução da cidade cenográfica de Santa Fé, que as crianças da Escola Estadual Venâncio Aires fizeram e atrai a atenção dos visitantes.

"Nós temos também outra coisa muito rica no museu, que é a máquina de costura da dona Abegay, mãe de Erico", afirma Cavalari. Conforme o historiador, a máquina é uma espécie de símbolo da resistência feminina, pois após a separação do casal ela utilizou o equipamento para sustentar a família, costurando entregas de mercadorias de roupas para fora. O que se reflete na obra de Erico, como em Ana Terra, que usa a roca de fiar "como uma analogia dessa resistência, do sofrimento que passaram ao longo dos anos, em uma época de pouca voz na sociedade", pontua.

Fora isso, outras experiências podem ser vivenciadas a partir do que o próprio prédio convida a refletir e mergulhar sobre a vida do filho ilustre de Cruz Alta, Erico Verissimo.

Redação Susana Antunes

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